Este artigo aborda suspeita de maus-tratos a cachorro em santarém após vídeo viral de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Incidente com cachorro arrastado por moto
Um incidente envolvendo um cachorro sendo arrastado por uma motocicleta em Santarém, Pará, gerou repercussão nas redes sociais e levantou suspeitas de maus-tratos. O vídeo, que rapidamente se espalhou pela internet, mostra uma mulher puxando o animal com uma corda enquanto um homem a acompanha na moto. A situação alarmou a comunidade e levou à intervenção da Polícia Ambiental, que recebeu a denúncia na manhã do dia 21 e se deslocou ao local para averiguar os fatos.
O sargento Israel, da Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAM), confirmou a ação e relatou que a mulher foi conduzida à 16ª Seccional de Santarém para prestar esclarecimentos. Ele ressaltou que o cachorro foi encaminhado para a avaliação de um médico veterinário no setor de Zoonoses, onde passa por perícia para determinar o estado de saúde e verificar se houve maus-tratos. A legislação brasileira, conforme a Lei 9.605, estabelece severas penalidades para casos de crueldade contra animais, podendo culminar em reclusão de dois a cinco anos.
Durante o depoimento, a mulher admitiu a responsabilidade pela ação e explicou que estava em processo de mudança. Ela reconheceu que o ato de arrastar o cachorro foi incorreto e se colocou à disposição das autoridades para os próximos passos legais. O caso agora está sob investigação policial, que analisará os laudos veterinários e decidirá sobre as possíveis consequências legais para a suspeita.
Ação da Polícia Ambiental
A Polícia Ambiental de Santarém, no Pará, tomou medidas imediatas após a repercussão de um vídeo viral que mostrava uma mulher arrastando um cachorro com uma corda enquanto uma motocicleta passava pela via pública. Na manhã de sábado, 21 de outubro, a equipe da Companhia Independente de Polícia Ambiental (CIPAM) recebeu a denúncia e se deslocou até o local para averiguar a situação, identificando tanto o animal quanto a responsável pela conduta denunciada.
Conforme informações do sargento Israel, a mulher foi conduzida até a 16ª Seccional de Santarém, onde prestou depoimento. O animal foi encaminhado para uma avaliação técnica na Vigilância Sanitária, onde um médico veterinário analisou sua condição. A equipe da CIPAM destacou a importância de seguir os trâmites legais para garantir a proteção do animal e a responsabilização da suspeita, que reconheceu o erro e se dispôs a colaborar com as investigações.
O sargento Israel ressaltou a gravidade da situação, citando a Lei 9.605, que prevê penalidades para maus-tratos a animais. Com a agravante de que essa legislação foi endurecida em 2020, a conduta da mulher pode resultar em uma pena de reclusão de dois a cinco anos. O caso segue sob a supervisão da autoridade policial, que deve analisar os laudos veterinários e determinar os próximos passos legais.
Legislação sobre maus-tratos a animais
A legislação brasileira sobre maus-tratos a animais é regida principalmente pela Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Essa norma estabelece que maltratar animais é uma infração penal, podendo resultar em punições que variam de detenção a reclusão. Desde a alteração promovida pela Lei nº 14.064/2020, as penas para quem comete maus-tratos foram endurecidas, passando a ser de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Essa mudança reflete uma crescente preocupação da sociedade e do legislador com o bem-estar animal e a proteção dos direitos dos animais.
O conceito de maus-tratos abrange uma ampla gama de ações, que incluem o abandono, o uso de violência, e o tratamento cruel, como o arrastar de um animal, como ocorreu no caso recente em Santarém. A legislação é clara ao considerar inaceitável qualquer ato que cause sofrimento ou dor desnecessária aos animais, e as forças de segurança, como a Polícia Ambiental, têm o dever de investigar e agir em situações que levantem suspeitas de crueldade. Além disso, a denúncia e a fiscalização são fundamentais para a efetividade da lei, uma vez que muitos casos de maus-tratos ainda ocorrem sem a devida atenção.
É importante destacar que a conscientização sobre a legislação e os direitos dos animais é essencial para a prevenção de maus-tratos. Campanhas educativas, tanto em escolas como em comunidades, podem ajudar a disseminar informações sobre a importância do respeito e da proteção aos animais. A sociedade civil também desempenha um papel crucial, podendo denunciar casos de crueldade e apoiar iniciativas que promovam o bem-estar animal. A responsabilização dos infratores é um passo importante, mas a educação e a prevenção devem ser prioridade para garantir a proteção dos animais.
Depoimento da suspeita
A suspeita de maus-tratos a um cachorro em Santarém, que foi amplamente divulgada após a viralização de um vídeo, se apresentou à polícia e fez um depoimento no qual reconheceu suas ações. Ela admitiu que estava errada ao puxar o animal com uma corda enquanto sua motocicleta circulava pela via pública. A mulher, que não teve seu nome divulgado, afirmou que estava passando por um processo de mudança e justificou que a situação ocorreu de forma inesperada, mas reconheceu a gravidade de sua conduta.
Durante seu depoimento, a suspeita destacou que o homem na motocicleta, que a acompanhava, é seu marido. Ela expressou arrependimento por suas ações, afirmando: 'Com certeza eu tô errada, porque fui puxando ele na corrente. Reconheço meu erro, por isso eu tô aqui.' Sua disposição em se apresentar à delegacia e colaborar com as autoridades foi mencionada como um sinal de que ela está disposta a arcar com as consequências de seus atos, afirmando que 'se eu errei, vou pagar pelo erro, com certeza'.
As declarações da mulher foram coletadas pela equipe da Polícia Ambiental, que a acompanhou até a delegacia após a denúncia recebida. O caso gerou uma onda de indignação nas redes sociais, levantando discussões sobre a conscientização sobre os direitos dos animais e a legislação pertinente. A suspeita agora aguarda as próximas decisões da autoridade policial, que deve avaliar os laudos veterinários e determinar as medidas legais a serem tomadas.
Próximos passos da investigação
Após a apresentação da suspeita à delegacia, a investigação sobre o caso de maus-tratos a cachorro em Santarém segue em andamento. A Polícia Ambiental, por meio do sargento Israel, informou que agora a autoridade policial analisará todos os elementos coletados na cena do incidente, incluindo os depoimentos prestados e a avaliação veterinária do animal. A situação requer uma análise cuidadosa, já que a legislação brasileira prevê penalidades severas para casos de maus-tratos a animais, com possibilidade de pena de reclusão de dois a cinco anos, conforme estipulado pela Lei 9.605, que foi endurecida em 2020.
O próximo passo crucial na investigação envolve a coleta de laudos periciais que devem ser solicitados pelo delegado responsável. Esses laudos são fundamentais para comprovar a gravidade da situação do animal, bem como para fundamentar a acusação contra a suspeita. A avaliação técnica realizada pelos profissionais de Zoonoses, que examinaram o cachorro, pode influenciar diretamente a decisão do delegado quanto às medidas legais a serem adotadas. A suspeita, que reconheceu seu erro, ainda poderá ser chamada novamente para prestar esclarecimentos adicionais.
Enquanto a investigação avança, a repercussão do caso nas redes sociais continua a ser monitorada, uma vez que a opinião pública tem mostrado grande interesse em temas relacionados ao bem-estar animal. A mobilização social em torno de casos de maus-tratos pode impactar a abordagem da polícia e do sistema judiciário, uma vez que a conscientização e a pressão da comunidade podem contribuir para a aplicação mais rigorosa da lei. Assim, os desdobramentos desse caso em particular poderão servir como um importante exemplo para futuras situações semelhantes.
Fonte: https://g1.globo.com

