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Indígenas e aeroporto de Santarém: desbloqueio após negociações

G1

Este artigo aborda indígenas e aeroporto de santarém: desbloqueio após negociações de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Interdição da via de acesso ao aeroporto de Santarém

Após horas de bloqueio, os indígenas da região do Tapajós decidiram encerrar a interdição da via de acesso ao aeroporto de Santarém. A rodovia Fernando Guilhon, única forma de chegar ao Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca, foi liberada no final da noite de quarta-feira (4). A interdição ocorreu como uma forma de pressionar o governo federal a revogar o decreto 12.600/2025, que incluiu as Hidrovias dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.

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Os indígenas do baixo, médio e alto Tapajós alegam que o decreto poderia abrir caminho para a dragagem do rio Tapajós entre Santarém e Itaituba. Além da revogação do decreto, eles exigem que o governo federal cumpra a Convenção 169 da OIT, garantindo consulta prévia antes de qualquer intervenção no rio, fonte de vida para muitas famílias ribeirinhas. A rodovia foi liberada por volta das 23h e o terminal de passageiros, ocupado pelos indígenas, foi desocupado por volta da meia-noite.

Apesar do desbloqueio da via, os voos da noite de quarta e manhã de quinta foram cancelados. A empresa responsável pela gestão do aeroporto orientou os passageiros prejudicados a entrar em contato com as companhias aéreas. O presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns informou que o desbloqueio ocorreu devido ao avanço nas negociações com o governo federal após 10 horas de audiência, enquanto a ocupação no porto de Santarém continua.

Motivações dos indígenas para o bloqueio

Os indígenas da região do Tapajós bloquearam a avenida Fernando Guilhon como forma de pressionar o governo federal a revogar o decreto 12.600/2025, que incluiu no Programa Nacional de Desestatização as Hidrovias dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Eles alegam que esse decreto permitirá a dragagem do rio Tapajós entre os municípios de Santarém e Itaituba, prejudicando a vida e o sustento de centenas de famílias ribeirinhas.

Além da revogação do decreto, os indígenas também exigem que o governo federal cumpra a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante o direito à consulta livre, prévia e informada antes de qualquer intervenção no rio Tapajós. Para eles, é essencial que haja um diálogo transparente e respeitoso antes de qualquer decisão que afete diretamente suas vidas e territórios.

O presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA), Lucas Tupinambá, afirmou que o desbloqueio da via de acesso ao aeroporto de Santarém aconteceu após 10 horas de audiência com representantes do governo federal. No entanto, a ocupação no porto de Santarém ainda continua, e o encerramento dependerá dos resultados das negociações que serão retomadas. Os indígenas demonstram firmeza em suas reivindicações e buscam garantir o respeito aos seus direitos e territórios.

Liberação da rodovia e do terminal de passageiros

Após intensas negociações com o governo federal, os indígenas decidiram liberar a rodovia Fernando Guilhon, única via de acesso ao Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca. A estrada havia sido interditada no início da tarde como forma de pressão para a revogação do decreto 12.600/2025 que incluiu as Hidrovias dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.

De acordo com o movimento indígena do baixo, médio e alto Tapajós, o decreto poderia possibilitar a dragagem do rio Tapajós entre Santarém e Itaituba. A licitação para contratação da empresa responsável pela execução do serviço já havia sido realizada pelo governo federal. Além da revogação do decreto, os indígenas exigiam que a Convenção 169 da OIT fosse respeitada, garantindo consulta prévia antes de qualquer intervenção no rio, fonte de vida para diversas famílias ribeirinhas.

Após a liberação da rodovia, o tráfego voltou ao normal e o terminal de passageiros, que também havia sido ocupado, foi desbloqueado. Os voos que haviam sido cancelados devido ao bloqueio puderam ser retomados. O presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA) informou que o desbloqueio ocorreu após 10 horas de audiência com representantes do governo federal, mas a ocupação no porto de Santarém ainda continua, condicionada aos resultados das negociações que serão retomadas.

Negociações entre indígenas e governo federal

Após intensas negociações entre os indígenas da região do Tapajós e o governo federal, foi decidido o desbloqueio da avenida Fernando Guilhon, principal acesso ao Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca. O bloqueio havia sido iniciado como forma de pressão para a revogação do decreto 12.600/2025, que incluiu no Programa Nacional de Desestatização as Hidrovias dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins.

Os indígenas do baixo, médio e alto Tapajós defendem a revogação do decreto e exigem que o governo federal respeite a Convenção 169 da OIT, garantindo a consulta prévia antes de qualquer intervenção no rio Tapajós, vital para as comunidades ribeirinhas. Após 10 horas de audiência, houve avanços nas negociações, levando ao desbloqueio da via de acesso ao aeroporto.

Audiência e continuidade das negociações

Durante a audiência entre representantes do governo federal e lideranças indígenas, ficou acordado o desbloqueio da rodovia Fernando Guilhon. No entanto, a ocupação no porto de Santarém, iniciada anteriormente, ainda continua. O encerramento dessa ocupação está condicionado aos resultados das negociações que serão retomadas nesta quinta-feira.

Fonte: https://g1.globo.com

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