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Debate sobre intolerância religiosa em terreiro de Umbanda

G1

Este artigo aborda debate sobre intolerância religiosa em terreiro de umbanda de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Respeito e preservação das religiões africanas

O debate sobre respeito e preservação das religiões africanas tem ganhado destaque, especialmente em eventos como a roda de conversa realizada em Santarém, no oeste do Pará. O encontro reuniu membros da comunidade, estudantes e professores para discutir a importância de respeitar a diversidade de crenças e preservar a memória das religiões de matriz africana.

Com o tema ‘O terreiro ensina: entre o sagrado e o direito de crer’, a atividade proporcionou reflexões sobre a liberdade religiosa, a ancestralidade e os desafios enfrentados por praticantes diante do preconceito. A iniciativa foi motivada por uma pesquisa de mestrado realizada por Luciana Guedes, que ressaltou a importância de debater publicamente essas questões e desmistificar conceitos.

Durante o encontro, lideranças religiosas como o sacerdote João Paulo Obarassy destacaram a importância de combater a intolerância religiosa e reafirmar a identidade das religiões de matriz africana. Segundo ele, a ocupação dos espaços sagrados e a visibilidade dos símbolos da fé são essenciais para promover o respeito e a compreensão. A legislação brasileira garante a liberdade de crença e prevê punições para atos de discriminação religiosa, reforçando a importância de respeitar e proteger todas as manifestações religiosas.

Desafios enfrentados por praticantes

Os praticantes de religiões de matriz africana como a Umbanda enfrentam diversos desafios diante da intolerância religiosa presente na sociedade. Muitas vezes, são alvos de discriminação e preconceito, o que impacta diretamente na vivência de sua fé e na manutenção de suas tradições.

A imposição de estereótipos e a falta de compreensão sobre as práticas religiosas afro-brasileiras contribuem para a marginalização dessas comunidades. Além disso, a falta de respeito à liberdade de crença garantida pela Constituição Federal gera situações de conflito e violência, tornando ainda mais desafiador o exercício da fé para os praticantes de Umbanda.

É fundamental que iniciativas como o debate realizado em Santarém promovam a reflexão sobre a diversidade religiosa, a ancestralidade e os obstáculos enfrentados pelos seguidores das religiões de matriz africana. Somente com o diálogo aberto e o respeito mútuo será possível superar os desafios e construir uma sociedade mais inclusiva e tolerante.

Legislação brasileira e liberdade de crença

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Importância da aproximação entre universidade e comunidade religiosa

A aproximação entre a universidade e a comunidade religiosa é de extrema importância para promover o diálogo, a compreensão e o respeito mútuo. Essa interação possibilita a troca de conhecimentos e experiências entre diferentes campos do saber, enriquecendo tanto a academia quanto as práticas religiosas.

A presença de estudantes e professores em espaços como terreiros de Umbanda contribui para desmistificar crenças e práticas religiosas, promovendo a quebra de estereótipos e preconceitos. Além disso, permite aos acadêmicos uma vivência prática e real das questões abordadas em sala de aula, ampliando sua visão de mundo e promovendo a empatia e a tolerância.

A partir desse contato direto, é possível estabelecer parcerias e projetos de pesquisa que visem a valorização e preservação das tradições religiosas, bem como o combate à intolerância e discriminação. A união entre academia e comunidade religiosa fortalece a luta por direitos e pela liberdade de crença, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com a diversidade religiosa.

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Fonte: https://g1.globo.com

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