Justiça do Pará Rejeita Pedido de Prisão de Motorista Acusado de Atropelamento Fatal
2 mins read

Justiça do Pará Rejeita Pedido de Prisão de Motorista Acusado de Atropelamento Fatal

O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) decidiu, em sessão realizada na última quinta-feira, 12 de março, negar o pedido do Ministério Público do Pará (MPPA) para a prisão preventiva de Elisandro Giovani Domanski. Ele é o principal suspeito de ter atropelado e provocado a morte de uma mulher e seu filho em um trágico acidente ocorrido em Santarém.

Contexto do Acidente

O incidente ocorreu na noite de 13 de março de 2024, na BR-163, próximo à comunidade do Tabocal. As vítimas, Nonata Lacerda de Sousa e seu filho de apenas 1 ano e 2 meses, estavam caminhando à beira da estrada quando foram atingidas pela caminhonete dirigida por Domanski. A gravidade do acidente resultou na morte imediata de Nonata, enquanto a criança foi socorrida, mas não sobreviveu aos ferimentos.

Desdobramentos Legais

Inicialmente, Domanski foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal e, em um primeiro momento, sua prisão preventiva foi decretada sob a acusação de homicídio com dolo eventual, o que implica que ele teria assumido o risco ao dirigir. No entanto, a defesa do motorista conseguiu reverter essa decisão, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade.

Decisão do Tribunal

Em resposta ao recurso apresentado pelo MPPA, a 3ª Turma de Direito Penal do TJPA analisou os argumentos e decidiu que os requisitos para a prisão preventiva não estavam mais presentes. A defesa de Domanski, composta pelos advogados Igor Dolzanis, Humberto Boulhosa e Alessandro Moura, argumentou que a situação do acusado havia mudado desde a sua liberação.

Implicações e Reações

A decisão do TJPA gerou diversas reações na comunidade local, que acompanha o caso com atenção. O atropelamento, registrado por câmeras de segurança, trouxe à tona debates sobre a segurança nas estradas e a responsabilidade dos motoristas. O impacto do acidente é sentido não apenas pelas famílias das vítimas, mas também por todos que se preocupam com a segurança no trânsito.

Conclusão

O caso de Elisandro Giovani Domanski continua a suscitar questionamentos sobre a justiça e a segurança pública. Enquanto o processo judicial avança, a memória de Nonata e de seu filho permanece viva entre os que se solidarizam com a tragédia, evidenciando a necessidade de medidas mais rigorosas para prevenir acidentes fatais nas vias públicas.

Fonte: https://g1.globo.com